
O caso que por quase uma década simbolizou a luta contra a violência doméstica em Ibirataia voltou a ganhar destaque nesta quarta-feira (22), com o julgamento de Landualdo da Silva Nunes, acusado de agredir brutalmente Sandra Pereira Fair em 2015.
A sessão do Tribunal do Júri, presidida pelo Juiz de Direito Ricardo Guimarães Martins, aconteceu na Câmara de Vereadores, já que o fórum da comarca está em reforma. O réu foi condenado a 3 anos de prisão por lesão corporal, mas permanecerá em liberdade, por já ter cumprido parte da pena durante o período em que esteve preso antes da pandemia.
De acordo com testemunhas, o crime ocorreu em novembro de 2015, quando Landualdo atacou Sandra de forma violenta, provocando múltiplas fraturas faciais e sequelas físicas e emocionais permanentes. Segundo testemunhas, após a agressão, o acusado fugiu do local, deixando a vítima desacordada e gravemente ferida.
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Sandra foi socorrida inicialmente na Fundação Hospitalar de Ibirataia, em seguida encaminhada à Clínica São Roque, em Ipiaú, e, devido à gravidade dos ferimentos, transferida para o Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador. O caso foi registrado à época como tentativa de homicídio qualificado e investigado pela Delegacia Territorial de Ibirataia.
O episódio causou profunda comoção na comunidade e impulsionou mobilizações em defesa das mulheres, tornando-se um símbolo da luta contra a violência doméstica na cidade.
Contudo, o resultado do júri gerou reações de desapontamento e tristeza entre parte dos moradores, que esperavam uma condenação mais severa diante da brutalidade dos fatos.
Alguns moradores procuraram a Redação do Alternativa News para expressar preocupação com a sensação de impunidade e destacar que o caso deve servir de alerta sobre a importância da denúncia e do combate à violência doméstica.
“Foi um caso que mexeu com toda a cidade. A gente esperava uma resposta mais firme, mas o importante é que essa história não seja esquecida e sirva de lição para todos”, afirmou uma moradora.
Nas redes sociais, diversos internautas também se manifestaram, reforçando que a memória de Sandra e a luta de tantas mulheres devem continuar impulsionando ações de prevenção, acolhimento e justiça.
👉 O Caso Sandra Fair segue como um marco doloroso na história de Ibirataia, lembrando que a luta por justiça, respeito e proteção às mulheres precisa ser permanente e apoiada por toda a sociedade.
