

A reportagem apurou que as trocas de tiros foram provocadas por uma invasão do Comando Vermelho, que tenta tomar o território de atuação do Bonde do Maluco. A Polícia Militar confirmou, em nota, que colocou em prática um protocolo de reforço das ações contra o crime organizado na região de São Félix, com apoio da Polícia Civil.
Áudios e vídeos compartilhados por moradores relataram momentos de tensão na região da Ponte da Pedra do Cavalo, que liga os municípios de São Félix e Cachoeira.
Em Muritiba, a cerca de quatro quilômetros de São Félix, a prefeitura emitiu um comunicado orientando os moradores a ficarem em casa após os tiroteios. As atividades nas unidades básicas de saúde e as aulas nas escolas municipais foram suspensas, assim como o funcionamento das repartições públicas.
Equipes das polícias Militar e Civil seguem reforçando a segurança na região da Barragem de Pedra do Cavalo.
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Histórico
No mês passado, uma operação contra grupos criminosos com atuação nas cidades de São Félix e Cachoeira cumpriu nove mandados de busca e apreensão. Dois acampamentos usados pelos suspeitos foram destruídos.
No local, foram apreendidos dez aparelhos celulares, balaclavas, roupas camufladas, capas de coletes balísticos, carregadores de armas e porções de maconha prontas para a venda, além de materiais abandonados pelos suspeitos durante a fuga.
A ação ocorreu duas semanas após a notícia de que criminosos teriam proibido a circulação de moradores entre cidades vizinhas, separadas pelo Rio Paraguaçu e ligadas pela histórica Ponte Dom Pedro II. Um aviso de toque de recolher chegou a ser compartilhado por moradores, como mostrou o Correio.

O clima de medo fez com que a classe estudantil organizada do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), em Cachoeira, suspendesse as atividades acadêmicas entre os dias 1º e 3 de outubro.
“O conflito transcorre não somente em Cachoeira e São Félix, mas entre grupos rivais que residem em ambos os municípios e que ameaçam o deslocamento e o livre trânsito de pessoas que vivem, trabalham e estudam nos dois lados da ponte”, diz o comunicado.
