FALE CONOSCO 73 9 9920-9523

“Pânico e covardia”: Esposa de Ramagem relata apreensão ordenada por Moraes na frente das filhas

PUBLICIDADE

Ação de Moraes contra esposa de Ramagem expõe denúncia de abuso e perseguição.

A procuradora de Estado Rebeca Ramagem relatou ter sido alvo de uma ordem de busca pessoal determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, no momento em que embarcava para os Estados Unidos com suas duas filhas, no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. A abordagem ocorreu em 17 de novembro, sem aviso prévio e sob forte constrangimento.

Segundo o relato, agentes responsáveis pelo cumprimento da medida esperaram o momento do embarque e a interceptaram na entrada da aeronave. As malas foram retiradas do compartimento de cargas, equipamentos eletrônicos foram apreendidos e todo o procedimento ocorreu diante das crianças, de 7 e 14 anos, que, segundo a procuradora, entraram em pânico ao presenciar a cena.

Apreensão sem processo judicial e sem acusação formal

Rebeca afirmou não responder a qualquer investigação, não estar vinculada a processo judicial e possuir 22 anos de carreira como servidora pública efetiva. Para ela, o único motivo para a ordem seria o vínculo familiar com o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, hoje alvo de decisões severas do STF.

O mandado, usado para apreender telefone celular, computadores e documentos pessoais, foi visto por juristas como uma forma de alcançar familiares de investigados por meio de medidas coercitivas sem justificativa legal concreta, ampliando o poder do Supremo sobre pessoas que sequer fazem parte das investigações.

VEJA OUTRAS NOTÍCIAS

Depoimento denuncia “abuso de autoridade” e ameaça à segurança jurídica

Em manifestação pública, Rebeca classificou a ação como uma agressão injustificada contra sua família e um exemplo de abuso de autoridade. Ela afirmou que ver suas filhas aterrorizadas foi o momento mais doloroso, e criticou o cenário jurídico atual, que, segundo ela, não oferece mais segurança institucional ou respeito aos direitos constitucionais.

A procuradora afirmou que o país enfrenta “ilegalidades cada vez mais absurdas” praticadas por membros do Judiciário, e defendeu a restauração de uma normalidade constitucional que assegure liberdade e prosperidade. A fala reacendeu debates sobre abuso de poder, perseguição política e uso do aparato judicial como instrumento de intimidação.

Investigação contra Ramagem e escalada judicial

A ação integra investigações conduzidas pelo STF envolvendo o ex-diretor da Abin, que recebeu condenação em processos ligados à suposta tentativa de golpe de Estado. Ramagem nega qualquer irregularidade e afirma ser alvo de perseguição por motivações políticas. Seu caso envolve órgãos federais, comunicação estratégica e uso de dados de inteligência, com potencial impacto institucional.

O episódio com sua esposa coloca em evidência um novo degrau de tensão entre setores do Judiciário e grupos conservadores, que enxergam na postura do STF um avanço perigoso contra direitos individuais, liberdade de expressão e garantias legais.

Mais recentes

PUBLICIDADE

Rolar para cima