
O clima esquentou em Itabuna após a ampla circulação de um vídeo que mostra o evangelista e cantor Uedson Xavier, conhecido nas redes sociais como @morenoemcristooficial, sendo impedido de pregar o evangelho na Praça Camacã, no centro da cidade.
A transmissão foi feita ao vivo pelo próprio religioso e registrou o momento em que um fiscal da prefeitura se aproxima e determina que ele interrompa a pregação e desmonte os equipamentos de som. Durante o vídeo, o fiscal afirma que existe uma lei municipal de 1995 que proíbe o uso de som e a realização de atividades sem autorização prévia em espaços públicos.
Mesmo discordando da forma como foi abordado, o evangelista cumpriu a determinação e encerrou a atividade. Moreno afirma que realiza pregações em praças públicas de Itabuna desde 2018 e que nunca havia sido formalmente impedido de exercer sua atividade religiosa.
A live, com mais de 45 minutos de duração, permanece disponível no perfil oficial do evangelista e viralizou rapidamente, gerando forte comoção entre fiéis, apoiadores e moradores da cidade. Nas redes sociais, muitos classificaram o episódio como perseguição religiosa, enquanto outros lembraram que leis antigas que regulamentam o uso de espaços públicos ainda continuam em vigor.
Prefeitura ainda não se manifestou
Até o momento, a Prefeitura de Itabuna não divulgou nenhuma nota oficial explicando os motivos da ação nem esclarecendo se houve mudança de orientação em relação a atividades religiosas em espaços públicos.
Servidor teria sido demitido
Informações obtidas por moradores e amplamente repercutidas nas redes sociais indicam que a gestão municipal, sob o comando do prefeito Augusto Castro (@augustocastro_oficial), teria determinado a demissão do servidor envolvido na abordagem.
No entanto, há quem defenda que o fiscal apenas cumpria ordens superiores e que a punição teria recaído sobre “o elo mais fraco” da cadeia administrativa.
Debate reacendido
O episódio reacende um debate sensível sobre liberdade religiosa, o uso de praças públicas e os possíveis excessos na fiscalização municipal. A expectativa é que o caso continue repercutindo nos próximos dias, principalmente caso a prefeitura emita uma nota oficial ou seja instaurado algum procedimento administrativo.
Portal Alternativa News seguirá acompanhando o caso.