
Na manhã deste domingo (9), no município de São Vicente, no litoral de São Paulo, ocorreu uma tragédia que vitimou três jovens mulheres após um veículo de luxo sair da pista, bater em árvore e cair em um córrego/canal. O caso está agora sob investigação e levantou graves questionamentos sobre direção em estado de embriaguez, velocidade e responsabilidade.
As vítimas
As três jovens que perderam a vida foram identificadas como:
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Bianka De Braz Feitoza Pinto, 25 anos.
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Geovana Ramos Reis, 26 anos.
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Vitória Gomes Maximino da Silva, 22 anos.
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O que se sabe até agora
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O veículo envolvido é um Audi Q5, de cor branca, em que estavam cinco pessoas: o condutor, as três vítimas fatais e uma quarta mulher que sobreviveu.
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O acidente se deu na alça de acesso que liga o km 68 da Rodovia dos Imigrantes à Avenida Capitão Luiz Pimenta, em São Vicente.
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Conforme relato da sobrevivente, o condutor apresentava sinais de embriaguez, e trafegava em alta velocidade. Ao fazer uma curva, perdeu o controle, bateu em árvore e caiu no córrego. A passageira disse que uma grande quantidade de água invadiu o veículo, e ela conseguiu sair por um vidro quebrado.
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O condutor, Ruy Barboza Neto, 26 anos, empresário, primo de uma das vítimas (Geovana), foi preso em flagrante por homicídio. Ele teve ferimentos leves.
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A Polícia Militar Rodoviária constata indícios de embriaguez — sinais como odor etílico, confusão ao fornecer dados — e o registro aponta para homicídio na 2ª DP de São Vicente.
Aspectos a serem investigados
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A velocidade do veículo e se havia ultrapassagem ou manobra indevida antes da queda. Relatos indicam que o carro ultrapassou o limite da via.
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O grau de alcoolemia do condutor e a recusa ou não ao teste do bafômetro. Em uma das matérias, consta que ele se recusou ao teste, mas exame clínico confirmou embriaguez.
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A estrutura da via de acesso, presença de sinalização, condição da curva onde o acidente ocorreu, e se houve falha mecânica ou falha humana predominante.
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Responsabilidade penal: a prisão em flagrante sugere que o condutor será responsabilizado criminalmente por homicídio. A investigação seguirá para definir perícias, câmeras de monitoramento e laudo técnico.

Consequências e repercussão
O acidente reacende o debate sobre o consumo de álcool e direção, principalmente em vias com tráfego intenso de carros de luxo e elevado risco. A mídia destaca que esse tipo de tragédia “vira estatística” e que “a impunidade e a cultura de risco incentivam novos episódios”. CNN Brasil+1
Para as famílias das vítimas, a tragédia representa não apenas a perda repentina de entes queridos como também o impacto emocional, social e econômico associado. A sobrevivente foi ouvida e seu depoimento será peça-chave.
Próximos passos
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A perícia do local e o laudo técnico serão essenciais para comprovar versão oficial.
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O inquérito deverá apurar quem era responsável pela conduta, se o veículo tinha manutenção adequada, se houve negligência ou imprudência.
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A defesa do acusado poderá questionar pontos como estado emocional, influência externa, ou falha em equipamentos de segurança.
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A cobertura jornalística seguirá acompanhando o desenrolar: audiência prévia, indiciamento, possíveis prisões preventivas ou medidas cautelares.
