A Escolha (Por Yalu Tinoco)

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A Escolha (Por Yalu Tinoco)

O ambiente político para 2026 já está praticamente desenhado e definido. Temos escolhas a fazer.

A realidade política, econômica e social atual é a de um país que não tem dado certo. A população, de maneira geral, tem sofrido com a falta de melhorias em áreas básicas como educação, saúde, segurança, saneamento, geração de emprego e renda, etc. O setor produtivo, de forma mais específica, tem sofrido com a falta de melhorias na infraestrutura, na logística, na redução da burocracia e corrupção, na inovação tecnológica, na redução da carga tributária, etc. Enfim, não se tem um ambiente propício ao desenvolvimento da nação.

Depois de mais de duas décadas no poder, seria de interesse maior do país que a atual visão política fosse mudada. E por que? Porque o arcabouço político atual, com um Estado grande, ineficiente, corrupto, populista, e desperdiçador de recursos públicos, tornou-se obsoleto, sem sentido, e sem capacidade de dar respostas concretas às demandas políticas, econômicas e sociais da nação. A estrutura do poder público pode, sim, ser mais enxuta, mais eficiente no estabelecimento de suas prioridades e gastos, e promotora de um ambiente mais propício ao florescimento de atividades empreendedoras conducentes à geração de emprego, renda e prosperidade.

As políticas de transferência de renda, tidas como o grande feito dos governos petistas, não podem ser consideradas como políticas eficazes de inclusão social, pois não induzem, em nada, a formação do capital humano nem o aumento da produtividade num país tão carente de desenvolvimento econômico como o nosso. A ideia de uma vida digna não pode estar atrelada à dependência de esmola governamental (bolsas). Pelo contrário, requer garantia de direitos, bom acesso à justica, educação, saúde, cultura, trabalho, etc. E estes são quesitos em que o país não tem avançado. Portanto, a propalada inclusão baseada em transferência de renda não trouxe melhorias na qualidade da condição social. A inclusão verdadeira se consolida com educação e trabalho, pois asseguram autonomia e dignidade.

A única coisa que pode fazer o progresso econômico e social irreversível é a maioria da população demandar continuamente melhorias nos quesitos essenciais que levam a uma maior justiça social, competitividade econômica e fortalecimento institucional. Mas o fato objetivo é que somos, hoje, um país menos educado e mais inculto do que em tempos pretéritos, o que contribui para enfraquecer os nossos propósitos de nação.

0bservando os fatos e a realidade do Brasil de hoje com um mínimo de clareza no olhar político, podemos facilmente chegar à conclusão de que estamos vivendo o esplendor do drama. Então, ao meu ver, a mudança de visão política se torna imperativa como uma tentativa de melhor atender aos requerimentos necessários para satisfazer as expectativas futuras dos cidadãos.

 

Coluna de opinião Yalu Tinoco 

Mestre em Comércio Internacional e Políticas. para o Alternativa News

 

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