
O ser humano, na sua cruel incapacidade de compreensão, consegue tornar sinuosa qualquer linha reta que a história possa nos apresentar.
Subjugar uma “raça” serve apenas para mostrar os limites da estupidez humana, se é que ela tem algum limite. Quando nos referimos às raças Negra, Amarela, Branca, etc., o fazemos apenas por convenção. Só existe uma raça: a raça humana. A cor da pele, o formato do olho, a textura do cabelo, a altura, etc., são atributos e detalhes desenhados pela natureza apenas para ressaltar a graça e o encanto da diversidade. Somos todos, portanto, partes de um todo sem que estes atributos e detalhes tenham a ver com o que realmente define o ser humano: o comportamento, a inteligência, o respeito, a moral e o humanitarismo.
Ainda assim, a insensatez do racismo, da escravidão e da subjugação são manchas que a história não tem como apagar. No entanto, mais importante do que estas vergonhas que a história nos impõe são os exemplos de luta e de vitória que ela também nos oferece: Gandi, Nelson Mandela, Dr. Martin Luther King Junior, Zumbi dos Palmares, só para citar alguns, são exemplos que devolvem à história a sua luz, o seu ar, a sua razão e, quiçá, a sua consciência.
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“O Dia da Consciência Negra” não deveria existir. Deveria existir, apenas, o “Dia da Consciência” — um momento para refletir e repensar a história e a limitação que o “ser” que se diz HUMANO impõe a ela por não perceber melhor a realidade, a si mesmo, o ambiente, e o sentimento do dever.
O “Dia da Consciência” se refereria, portanto, à “consciência” que um dia o ser humano há de ter: uma consciência sem cor.

Yalu Tinoco – Mestre em Comércio Internacional e Políticas. para o Alternativa News
