
Entre os dias 9 e 11 de outubro de 2025, autoridades chinesas realizaram uma operação coordenada que resultou na prisão de aproximadamente 30 pastores e líderes da Igreja Zion, uma das maiores igrejas domésticas não registradas do país. O fundador da denominação, Pastor Jin Mingri, foi detido em sua residência na cidade de Beihai, na província de Guangxi, acusado de “uso ilegal de redes de informação”, um crime que pode resultar em até sete anos de prisão.
A repressão ocorre em meio a um endurecimento das políticas religiosas do Partido Comunista Chinês, que busca controlar todas as manifestações de fé, incluindo atividades online e em locais não sancionados pelo Estado. Grupos de direitos humanos e organizações cristãs internacionais classificam a ação como a maior repressão contra igrejas domésticas em mais de quatro décadas.
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Em resposta, o governo dos Estados Unidos, por meio do Secretário de Estado Marco Rubio, condenou as prisões e exigiu a libertação imediata dos líderes religiosos. Outros líderes políticos, como o ex-vice-presidente Mike Pence e o ex-secretário de Estado Mike Pompeo, também se manifestaram publicamente contra a repressão.
A Igreja Zion, fundada em 2007, é conhecida por seu trabalho social, educacional e comunitário, atuando em mais de 40 cidades chinesas. Apesar das restrições, a denominação manteve suas atividades por meio de reuniões em casas e transmissões online, alcançando uma significativa base de fiéis. A recente repressão destaca a crescente tensão entre a liberdade religiosa e o controle estatal na China.
