Por Redação – Alternativa News
A Nigéria vive um dos maiores genocídios religiosos da atualidade, mas o drama permanece em grande parte invisível para o mundo. Segundo relatório da organização Intersociety (International Society for Civil Liberties and Rule of Law), nos primeiros sete meses de 2025 mais de 7.000 cristãos foram brutalmente assassinados no país por extremistas islâmicos. No mesmo período, quase 8.000 pessoas foram sequestradas, em ataques sistemáticos que têm como alvo direto aldeias, igrejas e famílias cristãs.
A estatística é alarmante: uma média de 30 cristãos mortos por dia, o equivalente a mais de um assassinato por hora. Desde 2009, calcula-se que mais de 52 mil cristãos já tenham perdido a vida em ataques desse tipo na Nigéria.
TERROR QUE SE REPETE
Entre os grupos apontados como responsáveis estão o Boko Haram, o Estado Islâmico da África Ocidental (ISWAP) e milícias fulani radicalizadas. Esses grupos promovem massacres em aldeias, executam líderes religiosos, sequestram mulheres e crianças para exploração sexual e forçam milhares de pessoas a abandonar suas casas.
Em junho deste ano, um dos episódios mais violentos ocorreu na comunidade de Yelwata, no estado de Benue, onde entre 100 e 200 cristãos foram mortos em apenas um ataque. Pouco depois, no estado de Plateau, outro grupo fulani assassinou ao menos 15 pessoas em vilas cristãs, incendiando casas e destruindo plantações.
SILÊNCIO INTERNACIONAL E OMISSÃO ESTATAL
Apesar da gravidade, a perseguição religiosa contra cristãos na Nigéria segue praticamente ignorada por grande parte da imprensa internacional e das grandes organizações multilaterais. Enquanto o Ocidente se mobiliza para outras pautas ideológicas, milhares de famílias cristãs sofrem em silêncio.
O governo nigeriano também é acusado de omissão criminosa. Em diversas regiões, ataques acontecem sem resposta efetiva das forças de segurança. Aldeias inteiras são destruídas, igrejas queimadas e populações obrigadas a se refugiar em acampamentos improvisados. A sensação é de total abandono.
Notícias relacionadas:
- Autoridades chinesas prendem cerca de 30 pastores
-
EUA exigem libertação imediata de líderes da Igreja Zion após repressão na China
-
Alerta à Igreja: O avanço da religião única e o cenário profético do Apocalipse.
UMA CRISE HUMANITÁRIA
Além dos assassinatos e sequestros, os ataques provocam deslocamentos em massa, destruição de plantações e o colapso de meios de subsistência. Organizações humanitárias relatam dificuldade de acesso a muitas áreas e falta de proteção às comunidades vulneráveis. A violência, segundo especialistas, ameaça não apenas a liberdade religiosa, mas também a estabilidade política e alimentar de todo o país.
O ALERTA DE ESPECIALISTAS
O relatório da Intersociety, liderado pelo pesquisador Emeka Umeagbalasi, documenta a presença de pelo menos 22 grupos terroristas islâmicos ativos na Nigéria, tornando o país um dos epicentros mundiais da perseguição religiosa. Líderes cristãos têm apelado por maior pressão internacional e por investigações independentes, mas até agora pouco foi feito para conter a escalada da violência.
UM GENOCÍDIO IGNORADO
Enquanto líderes mundiais silenciam, a Nigéria testemunha uma onda de ataques que muitos já classificam como genocídio contra cristãos. As mortes se acumulam, o terror se espalha e a comunidade internacional permanece em grande parte inerte. A pergunta que fica é: até quando o mundo vai fechar os olhos para esse massacre?
>> SIGA O CANAL DA ALTERNATIVA NEWS NO WHATSAPP
Fontes: Intersociety (International Society for Civil Liberties and Rule of Law), The Christian Post, Reuters, Vatican News.


